segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Universidade Estadual de Montes Claros já conta com estação meteorológica eletrônica


A Universidade Estadual de Montes Claros passa a contar com mais recursos tecnológicos para o incremento dos estudos acadêmicos e pesquisas nas áreas de clima e meio ambiente. Está em funcionamento no campus-sede uma estação meteorológica eletrônica, também chamada de Plataforma de Coleta de Dados (PCD), que oferece informações precisas sobre a previsão do tempo e outros estudos climáticos.

O equipamento foi instalado a partir do convênio firmado entre a universidade e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Todos os dados são enviados via satélite para o Sistema Nacional de Dados Ambientais (Sinda) a cada três horas, mas os intervalos de medição podem ser ajustados – mais curtos ou longos. O PCD possui painéis e baterias para o funcionamento auto-sustentável por energia solar.

“Este novo recurso já possibilita o desenvolvimento de pesquisas com maior propriedade, uma vez que teremos acesso à uma base maior de dados”, explica o professor Expedito José Ferreira, do departamento de Geociências e coordenador da estação meteorológica. “No que se refere ao sistema de coleta de informações meteorológicas, a Unimontes agora está muito bem servida”, completou.

SERVIÇOS




As duas estações meteorológicas do campus-sede estão localizadas em área isolada
A Unimontes já possuía uma estação meteorológica, mas com leitura manual e com restrição no número de dados. O novo serviço, por sua vez, instalado no mesmo espaço, é todo automatizado e oferece pelo menos dez informações diferentes sobre o tempo: temperatura – mínima e máxima -, umidade – interna e relativa do ar -, velocidade do vento, radiação solar – global e acumulada -, pressão barométrica, direção do vento e precipitação acumulada.

“Pelo grau de complexidade das informações, de maneira instantânea, a Unimontes passa a contar com mais subsídios para os estudos vinculados aos cursos de Geografia, Agronomia e Biologia, mas, também, no atendimento a outros segmentos da comunidade, como a engenharia, manejo dos recursos hídricos e gerenciamento da irrigação”, completou o professor Expedito Ferreira, que ministra as disciplinas de Hidrografia e Climatologia no curso de Geografia.

APRENDIZADO

Também docente do curso de Geografia nas áreas de Climatologia, Planejamento e Geomorfologia Ambiental, Renan Laughton Milo é coordenador auxiliar da estação. Ele lembra que o novo serviço da Unimontes está vinculado ao portal eletrônico do Sinda, o que permite a oferta das informações a qualquer momento e em tempo real para a comunidade em geral - e de forma gratuita.

A medição manual continuará como forma de comparação e aprendizagem na leitura dos dados
O professor explica que à antiga estação do campus-sede, com a leitura manual dos dados meteorológicos, continuará sendo usada, inclusive, para efeito de comparação com os dados do PCD. “Além do aprendizado para os acadêmicos, a leitura manual servirá de parâmetro entre os dois métodos de medição”.

Na avaliação do pesquisador, a maior precisão com os dados coletados eletronicamente, em intervalos a cada três horas, ampliará o campo de estudos. “Além de atender à própria climatologia e hidrografia, os dados instantâneos servirão como base para pesquisas consequentes e mais amplas, integradas, por exemplo, ao poder de impermeabilização do solo ou mesmo à Geografia Médica, que estuda as causas e incidências das doenças relacionadas à ocupação indevida das áreas urbanas”, acrescentou Renan Milo.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

X Mostra de Teatro de Montes Claros

A cidade de Montes Claros mais uma vez será literalmente palco de uma das mais belas expressões de arte do ser humano, uma mostra de TEATRO. Montes Claros que já se destaca na poesia através do PSIU POÉTICO tem ganhado também uma tradição na mostra de teatro que já está na sua décima edição. O que prova que os sertanejos gostam de apreciar a arte. Na mostra de teatro da cidade costumam ser apresentadas peças teatrais com os mais variados temas que são direcionados a diversos tipos de públicos. E É UM TEATRO DE MUITO BOA QUALIDADE, pricipalmente se considerarmos as dificuldades e a falta de recursos que os artistas da cidade encontram para produzí-los.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Perguntas de um operário que lê

Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilònia, tantas vezes destruida,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram os seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Sò tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou as Indias
Sòzinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?
Em cada página uma vitòria.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?
Tantas histórias
Quantas perguntas

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sem ciência não dá


Se você acompanha a discussão em torno da revisão do Código Florestal, já deve ter ouvido o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), autor de uma proposta que desfragmenta a lei ambiental, dizer uma pá de vezes que ele considerou a opinião de todo mundo para construir seu texto – inclusive os cientistas. Nós já perdemos a conta.

Pois hoje os principais cientistas do país, representados pelas maiores e mais conceituadas organizações da área, a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e a ABC (Academia Brasileira de Ciências), desmentiram o Aldo publicamente.

Em uma coletiva de imprensa, em Brasília, eles divulgaram sua avaliação oficial sobre a proposta que Aldo e seus amigos ruralistas querem tratorar no Congresso. É o resultado de meses de trabalho das duas organizações, com a avaliação do que mais moderno a ciência produziu nessa área.

Para começo de conversa, dizem que é a primeira vez que os cientistas não foram ouvidos numa formulação ou revisão do código – que foi publicado pela primeira vez na década de 1930, veja bem. Aliás, eles esperaram o convite que deveria ter sido feito por Aldo no ano passado, quando era relator da comissão que discutia a reforma da lei, sem sucesso. E, por isso, resolveram fazer o trabalho por si.

A SBPC e a ABC também afirmam que dois anos seriam necessários para de fato se construir um texto de peso, que seja benéfico para o Brasil produzir e preservar ao mesmo tempo. “Se a lei hoje não é consensual, qual o sentido de trocar por outra sem consenso – e, pior, sem ciência?”, disse o pesquisador-sênior Antonio Nobre, coordenador do trabalho. Sem meias-palavras, pedem para que a votação prometida para o próximo mês na Câmara não aconteça.

Agora os fazem uma via-crúcis no Congresso e nos ministérios para entregar o material, inclusive para Aldo!!!